quinta-feira, 14 de março de 2013

POR TRÁS DA FACE



O que há por trás da face de uma mulher?
Há muito mais do que se vê 
algo além do olhar, do riso, do jeito de ser
cousas ocultas ao ver dos olhos
percepções que somente o coração é capaz de obter

Quem não vê com o coração terá incorreta compreensão
certamente perderá a essência 
Como artista negligente no apreciar da arte
perderá o sentido de ter convido com o belo
A beleza que não se vê como o ver dos olhos

O que há por trás da face de uma mulher...
transcende a miopia do machismo
frustra a resistência das culturas
está presente na gestação, no ser mãe,
nos valores comuns do ser gente, como outras gentes
no intelecto, na sensibilidade, na fibra

Por trás da face de uma mulher...
há alguém singular
cujos valores são tão belos
quem nem o coração do poeta vê com clareza

By Riva Santos

INCOMPARÁVEIS



Em relação às flores, transcendem tipos e cores
Os perfumes invejam sua fragrância sem igual
O imenso oceano não as alcança
As mais finas joias reverenciam seu inestimável valor
Qual estrela é capaz de brilhar como elas?
Mais intensas que o fogo
Variáveis como os ventos
Sensíveis sem perder a resistência
Ante elas a indecisão se apavora
Como águias veem do alto
Poderosas andando sobre os saltos
Todos os lugares lhes servem de passarela
Incomparavelmente belas
Sim!
Aquelas a quem qualquer comparação é descabida
Simplesmente...
Únicas!
Simplesmente...
Mulheres!

By Riva Santos

O VENTO



Se há doçura no vento
Não sei como apreciar
Essa coisa que sopra 
Que muda de direção
Se nega a me informar

O que faço com seu “sabor”?
Que gosto tem?
Pra onde vai?
De onde vem?
Não o vejo!
Resta apenas o balanço das árvores
Desencontro das folhas

Doce vento que afasta o calor
Impulsionando nuvens
Agitando os longos cabelos que lhe caem sobre os olhos
Armando o cenário para o temporal
Tempestade de amor
Que encanto há nesse “sabor”...

Riva Santos

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

TRILHA




Partindo do Canto dos Araçás...
Caminho estreito sob as árvores
Subidas, descidas, pedras, folhas
Deslumbrante visual
Margeando o belo cartão postal

Cantam os pássaros, escorre a água 
Natureza cheia de riquezas e encantos
Na Lagoa, navegam os barcos
Indo e vindo da vila

Segue o roteiro... 
Deixando para trás o barulho
Tantos entulhos do viver urbano 
Trilha que leva à Costa da Lagoa
Porção encantada, da perola por Deus desenhada...
Florianópolis!


By Riva Santos

MIRANTE



Roteiro íngreme, contornado os obstáculos
Rumo ao topo do morro
No alto, ao relento, olhos atentos
Impossível não se maravilhar com tal momento
Natureza nos brindando com seus encantos
Pintando de verde, azul e branco
Mata densa, suspensa pela montanha

Como no verso do Rancho:
“Lagoa formosa, sestrosa, dengosa, vem nos espelhar”
Cortada pela ponte
Seguida de perto pela Via das Rendeiras
Alvas dunas expostas ao sol

Ao longe...
Completando o cenário
Mar que circula a terra, beija a areia
No mirante, o visitante se maravilha com a vista...
Eis a Lagoa...
Lagoa da Conceição


By Riva Santos

COMO VENTO



No embalo do vento
Folhas em movimento
Indo, vindo, frescor produzindo

Vento passageiro
Ordeiro, desordeiro
Agitador de mares
Causador de tempestades

Em dias de calor
O vento tem especial “sabor”
Digno de ser apreciado

Como folha refém do sopro
Desejo por ele ser levado
Apenas seguir, sem resistir

O vento é livre
Como deveriam ser os homens
Forte, fraco
Não para de soprar

Quero ser como vento
Apenas...
Continuar sendo eu mesmo

By Riva Santos

TEATRO



Os retratos nem sempre descrevem a realidade
No palco, cortinas fechadas
Olhos fixos, murmúrios...
Plateia impaciente, aguardando o “show”
Nos bastidores, “atores”...
Sujeitos comuns, assumindo seus personagens
Mascaras, maquiagem, belo figurino
Os espectadores querem diversão
Preferem o faz de contas, à realidade
No intimo dos “artistas”...
A batalha se trava...
Como encenar, se o teatro não esconde a realidade interior?
Cansados das “fantasias”, dão as costas à plateia ...
Mesmo desagradando a maioria


By Riva Santos